sábado, 10 de fevereiro de 2018

[Resenha] Nicola e o Visconde

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Autora: Meg Cabot
Páginas: 272
Editora: Galera Record
Nicola Sparks, uma órfã de 16 anos, está pronta para mergulhar de cabeça em sua primeira incrível temporada na sociedade londrina. Ela também está pronta para mergulhar de cabeça nos braços do charmoso e cortês Lorde Sebastian Bartholomew. O sonho de Nicola é receber um pedido de casamento do visconde — um sonho que finalmente está prestes a se realizar! Portanto, naturalmente, ela fica muito irritada com as insinuações de Nathaniel Sheridan a respeito do caráter duvidoso de seu noivo. Tomada pela curiosidade, Nicola começa a juntar algumas peças dessa história. Para sua surpresa, ela percebe que estava atrás do visconde errado, desde o começo... Será que é tarde demais para fazer a coisa certa?




Nicola e o Visconde é mais um romance de época juvenil da Meg Cabot. Eu já falei que essa mulher é incrível? Eu gostei muito de Victoria e o patife, então quando eu soube que a Galera Record já ia lançar esse novo livro, fiquei morrendo de amores antecipadamente! E essa trama consegue ser ainda mais envolvente que a anterior. O livro não é uma continuação, temos um novo enredo e novos personagens, mas algo que até agora marcou bastante são as mocinhas. Nicola, assim como Victoria, é impetuosa, cheia de opinião e muito corajosa. 

Nicola é órfã, tem dezesseis anos, e vive em um internato, pois seu único parente vivo - Lorde Renshaw - não quis cuidar de uma criança. Ainda mais uma menina. Ele tem um filho, Harold, que a garota se lembra ser tão covarde quanto um rato, na verdade isso é até uma ofensa ao pobre animal. A família Sheridan acolhe Nicola como alguém da família, ela e Eleanor Sheridan são melhores amigas, e ela passa muito tempo em sua casa.

As amigas estão saindo do internato, e agora podem ser apresentadas à sociedade londrina. Mas, Nicola já sabe de quem quer receber um pedido de casamento: Sebastian. Por isso, nessa primeira temporada ela decide passar com os Bartholomew. Lady Honoria, uma de suas amigas, é irmã do deus, como Nicola e Eleanor o apelidaram, e vai ser muito interessante ver ele tão de perto e sempre que quiser.

"Quando eu amar alguém será para sempre, e não por causa da aparência daquela pessoa, ou por ele me fazer rir ou não, mas porque teremos uma visão comum da vida e de tudo que nela há de inesperado, formando uma ligação única e impossível de ser definida."

Nathaniel Sheridan é a pedra no sapato de Nicola. O jovem é extremamente sem noção, e está sempre fazendo comentários desagradáveis sobre as escolhas dela, e principalmente sobre Sebastian. Nathaniel diz que ele não é quem ela imagina, mas ela duvida disso, afinal, Sebastian é um deus. E é ainda mais perfeito pessoalmente.

A trama é bastante divertida, e com um romance muito fofo. Eu fiquei torcendo para que Nicola largasse de mão Sebastian e começasse a perceber Nathaniel. Ele é tão fofo e inteligente. E seu humor sarcástico combina muito com a jovem. E, além do mais, ele meio que faz Nicola se sentir desafiada e colocar em prática sua personalidade marcante. Então como não torcer por esses dois? A família Sheridan também é muito amorzinho em acolher Nicola daquela forma. Amei cada um deles por tanta compaixão e preocupação pela garota. 

Eu achei esse livro com um pouco mais de reviravoltas, e um ritmo mais intenso, que Victoria e o patife. Porém, a narrativa e escrita da autora continua apaixonante, não posso negar. Gostei muito do desfecho do livro, apesar de esperado, foi desenvolvido muito bem, e me encantou muito. Recomendo demais essa obra para quem quer adentrar no mundo dos romances de época. Nicola e o Visconde é leve, fofo e muito envolvente. 

5 comentários:

  1. Oi Andressa,
    Eu adoro a ideia da autora criar romances de época voltados para um público mais jovem e tenho certeza que os adolescentes gostam de se verem representados em outros gêneros. Apesar do enredo juvenil, Meg Cabot aborta questões bem interessantes na trama. O fato de Nicola ter apenas 16 anos e já estar pronta para um pedido de casamento assusta, mas tenho que levar em consideração que naquele tempo isso era "normal" para a sociedade. Nathaniel, sem dúvidas será um personagem divertido de se acompanhar e sua personalidade baterá de frente com a da protagonista, fazendo o leitor torcer por um romance entre eles. Estou adorando o trabalho gráfico que a editora tem feito com as capas e, mesmo, não sendo um livro que chame atenção acredito ser uma ótima recomendação para intercalar com leituras mais densas.

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  2. Oi Andressa!
    Ah, a Meg tem um dom de conquistar os leitores em qualquer tipo de livro que escreva. Adorei o nome da personagem "Nicola" (o sobrenome dela também é bem sugestivo né? rsrs) , e sei que a história é baseada em orgulho e preconceito, deve ser bem divertido ler.
    Sou apaixonada nessa capa, mesmo sendo um livro mais adolescente, me conquistou.
    Beijos

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  3. Olá!
    Já li resenha do primeiro livro e amei, esse tem uma história muito fofa e interessante. Vejo que a personagem tem uma paixão tão grande que acho que irá se decepciona, mas so lendo né para saber. Gostei muito e estou curiosa em ler!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  4. Andresa!
    Meg Cabot é mestra, não é?
    Poder ler uma releitura de Orgulho e preconceito com citações e ainda uma personagem inocente e embora haja pessoas maldosas e ganância, acredito que seja uma leitura curiosa.
    Um feriado de alegria e moderação e desejo uma ótima semana!
    “Ninguém é assim tão velho que não acredite que poderá viver por mais um ano.” (Cícero)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA FEVEREIRO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Olá! A Meg arrasa sempre (até como Patricia), gosto demais da sua escrita e o livro já me conquistou de primeira, por se tratar de um romance de época, uns dos meu gêneros favoritos. Nicola parece ser bem determinada e apesar de a principio se encantar pelo cara errado, tenho certeza que ela vai perceber o engano. Sem dúvida os risos e os suspiros estão garantidos durante a leitura.

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