sexta-feira, 14 de abril de 2017

[Resenha] A cabana

|
Autor: William P. Young
Páginas: 248
Editora: Arqueiro
Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A cabana se revelou um desses livros raros que, a partir do entusiasmo e da indicação dos leitores, se tornam um fenômeno de público – com quase 20 milhões de exemplares vendidos no mundo – e de imprensa. Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde acontecera a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Em um mundo cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento? As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda quanto transformaram a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.
Esta edição especial inclui um texto inédito do autor, relembrando os 10 anos de sucesso que marcaram a trajetória do livro e contando detalhes da gravação do filme. Além disso, traz um caderno de fotos com cenas da adaptação desta emocionante história para as telas do cinema.

A Cabana tem dez anos de publicação, e eu conheço esse livro e sua força faz bastante tempo, pois acredito que não tenha uma pessoa que não ouviu falar dele. Eu nunca tive oportunidade de ler, e só que fiquei sabendo que teria um filme quando o relançamento do livro foi anunciado e então puder conferir a nova capa. 

A ocasião chegou e com uma mente aberta fui conferir a famosa história que tocou milhões de pessoas ao redor do mundo e se transformou em um fenômeno capaz de mudar vidas.

Se você foi uma das pessoas que tentou ler o primeiro capítulo e não conseguiu passar das primeiras páginas, faça um favor a si mesmo, e insista só mais um pouquinho, pois preciso ressaltar que o livro tem uma diferença (pelo menos ao meu ver) gritante em relação ao início e o que se procede ao chegar no final do capítulo cinco. Sim. Eu tive essa sensação. O prefácio tem um andamento maravilhoso pelo ponto de vista do amigo de Mack - esse cara que o ajuda a contar a história; mas a partir do momento que o livro começa, mesmo ficando curiosa com o recado na caixa de correios - e as lembranças do Mack sobre a tragédia vem à tona por conta desse recado - a conexão dos acontecimentos não são muito instigantes, pois passa tudo muito rápido, e me pareceu que o autor não se aprofundou muito nessa parte, pois queria simplesmente chegar logo ao ápice da história e contar o verdadeiro motivo desse livro ter sido publicado.


Fora esse detalhe, assim que cheguei ao final do capítulo cinco, posso dizer que mergulhei em uma oração, uma oração sublime que me fez analisar minha consciência a cada virar de páginas. 

Seja você religioso ou não, dê-se a chance de conhecer a história e todo o verdadeiro poder que ela possui; pois nenhuma vida é plena, todos passam por dores, perdas, erros, fúrias, arrependimentos, e por tantas coisas que às vezes nem somos capazes de imaginar que existem, pois nunca passamos pela situação. Olhamos para a casca das pessoas, mas nunca saberemos o que elas realmente carregam em seus corações: quais batalhas estão lutando, por quem estão amando, e se acreditam na verdade que está presente em todos os lados, mas alguns não acreditam ou ainda precisam de muitos caminhos para enxergar.

Nem se eu quisesse, conseguiria dizer aqui algo super bem elaborado para explicar o quanto cada diálogo desse livro foi profundo e marcante para mim; só preciso salientar que a nota do autor - presente no começo da edição - mostrou a história da história, a trajetória de algo que foi a soma de vários esforços, de várias mãos, de uma união para chegar aonde chegou; além dessa edição possuir várias fotos do filme, que me fizeram viajar através das imagens dos atores, e eu gostei disso. 

Talvez alguns anos atrás, eu não perceberia o impacto da mensagem, mas nesse ano acredito que foi o momento certo, e assim como o Mack pede para avisar no prefácio: "Se você odiar esta história, desculpe, ela não foi escrita para você", eu aviso que mesmo insistindo em não enxergar, saiba que simplesmente supor que não vê, não quer dizer que não exista, mas saiba que todos esses bons sentimentos que brotam dentro de você têm um nome, e esse nome salvou o mundo, agora falta você acreditar nisso.

6 comentários:

  1. Apesar de uma temática polêmica, e ser um livro tenso em algumas partes, gostei da forma como ele coloca as questões religiosas. Deus está em todas as partes e em todas as pessoas.
    Não posso mais fazer muitos julgamentos pois já li há bastante tempo...
    Gostei da sua resenha.

    ResponderExcluir
  2. Oi Dandra, tudo bem?
    Acredito que muitas pessoas já tenham ouvido falar desse livro, eu mesma sou uma delas. Antes de anunciarem a adaptação desse filme, eu nem sabia sobre o que ele falava, e depois acompanhar as inúmeras resenhas e críticas do filme, percebi o quanto o livro tem a acrescentar. Tenho planos de ler antes de assistir ao filme. Espero fazer isso o quanto antes.
    Beijokas
    Quanto Mais Livros Melhor

    ResponderExcluir
  3. Acho que é meio impossível pra quem está inserido nesse mundo literário nunca ter ouvido falar do livro. Eu perdi as contas de quantas vezes me indicaram ele para ler e meu enorme preconceito com coisas religiosas me impediu de ler.
    Hoje, não sei se leria ao livro, mas pretendo dar uma chance ao filme e se eu gostar, procuro o livro pra comprar.

    ResponderExcluir
  4. Olá.
    Eu tenho o livro e li bem no inicio de sua divulgação. Gostei da mensagem e da reflexão que me ofereceu.
    Pretendo assistir o filme.
    Independente de religião ou crenças, vale a pena ler o livro.
    Parabéns pela resenha.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  5. Eu sou uma das raras pessoas que ainda não leu e que não tem vontade de ler esse livro, comecei uma vez mas li apenas algumas paginas e depois abandonei, a leitura infelizmente não prendeu a minha atenção, mas não posso negar que adorei essa capa

    ResponderExcluir
  6. Oi Dandra,
    Eu li A cabana há um bom tempo e me lembro que não foi uma leitura fácil, primeiro, pela escrita do autor que achei um pouco difícil no início e, segundo, pela história em si. A forma como William P. Young usou para representar Deus, Jesus e o Espírito Santo foi tão chocante, genial e bem vinda, pois foi a primeira vez que parei para pensar que Deus não precisa ser um homem ou branco ou, ainda, ter uma descrição definida. Apesar da triste trama, é um livro lindo sobre perdão e superação. Pretendo fazer a releitura desta obra e assistir ao filme.

    ResponderExcluir