sexta-feira, 18 de agosto de 2017

[Resenha] O vespeiro

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Autor: Kenneth Oppel
Páginas: 240
Editora: Galera Record
O celebrado autor Kenneth Oppel cria uma obra-prima que explora a diversidade e as deficiências, os medos e os sonhos e o que realmente une uma família. Algumas crianças veem o verão como um tempo de alegria e brincadeiras. Mas para Steve é apenas mais um período de preocupação e ansiedade. Seu irmão recém-nascido está lutando pela vida... E ninguém sabe se ele conseguirá vencer essa batalha. Como seus pais ficarão se o pior acontecer? Além de tudo, ainda há um vespeiro no telhado de sua casa... Ele é alérgico! Quando uma vespa-rainha invade seus sonhos com uma solução para todos os problemas, Steve acha que tudo se resolverá, ele só precisa dizer sim. Mas sim é uma palavra muito poderosa... Será possível voltar atrás?



O vespeiro é quase que uma fábula, com muita fantasia envolvida, mas também com problemas familiares e um personagem que precisa fazer escolhas difíceis, enquanto ele próprio lida com suas dificuldades. Eu solicitei a obra porque havia gostado muito da trama, mas como o livro demorou para chegar, acabei esquecendo sobre o que era, então iniciei a leitura sem saber nada. E que surpresa boa! A história é de uma leveza incrível. Todo esse tom de não saber o que é fantasia e o que é realidade é muito tocante. Apesar de ser um livro voltado para as crianças/jovens, qualquer adulto pode ler e se encantar com O vespeiro. Kenneth Oppel criou um enredo fascinante e muito intenso.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

[Resenha] Correndo para você

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Autora: Rachel Gibson
Páginas: 248
Editora: Jardim dos livros
Série: Military men, 2
Stella Leon é uma bela mulher. Aos vinte e oito anos ela já viveu muitas aventuras em Miami, onde vive e trabalha como garçonete. Brigas, sensualidade e rock'n roll fazem parte de sua rotina. Mas o que está prestes a acontecer colocará sua vida de pernas pro ar!Um homem misterioso (e lindo) está à sua procura. Ele traz notícias de um passado que Stella não quer lembrar, e para onde não pretende voltar de jeito nenhum.
Por que ela deveria deixar tudo pra trás e ir com ele para o interior do Texas? Por algum motivo, Stella confia nele. Por alguma razão ela se sente totalmente quente perto dele...




Correndo para você faz parte da série Military men, porém, é o segundo livro - o primeiro ainda não foi publicado no Brasil -, da Rachel Gibson. Essa é a quarta ou quinta obra que eu já li da autora, e cada vez eu fico mais apaixonada pela escrita dessa mulher! Ela tem o dom de pegar histórias clichês e óbvias e transformar em algo fofo, romântico e muito apaixonante. É quase que impossível não gostar de suas tramas, ainda mais com personagens que cativam o leitor com personalidades tão marcantes. Eu iniciei a leitura já imaginando que iria amar o enredo, e não foi diferente.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

[Resenha] Tudo e todas as coisas

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Autora: Nicola Yoon
Páginas: 280
Editora: Arqueiro
Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.
A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.
Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.



Tudo e todas as coisas é um livro que eu não tinha interesse de ler até assistir o trailer do filme, confesso. Eu ainda não assisti ao filme porque resolvi iniciar pela leitura. E bem, apesar de ter gostado da trama, ao mesmo tempo eu me senti um pouco decepcionada. Talvez por ter o filme saindo e tantas pessoas falando do enredo, eu acabei criando expectativas altas demais. Outro fator é que eu esperava chorar, sim, esse é o tipo de história que eu sei que irei chorar, porém, não foi o que ocorreu. Ok, é uma história bela, tocante e sensível, mas faltou algo para mim.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

[Parceria] Constelação Editorial

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Boa noite, leitores! Estou aqui para anunciar a mais nova editora parceira do blog: Constelação Editorial. Eles estão com um lançamento mais lindo que o outro, eu me apaixonei pelas capas. Vamos conferir?

sábado, 12 de agosto de 2017

[Resenha] Um menino em um milhão

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Autora: Monica Wood
Páginas: 352
Editora: Arqueiro
Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.
Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.
Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.
Um menino em um milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.

Um menino doce, gentil, educado e muito atencioso, com um jeito peculiar de lidar com as pessoas, será o elo que ligará seus pais e a senhora de 104 anos, que imigrou para os Estados Unidos aos 4 anos, junto com sua família no ano de 1904, fugindo das perseguições na Lituânia, país que por muito tempo esteve sob domínio do Império Russo e que no final do século XIX começava a se reerguer como nação política e culturalmente. Justamente no ano que Ona e seus pais fugiram para os Estados Unidos, os lituanos tentavam restabelecer suas publicações em livros e instituições educacionais, que praticamente quase foram totalmente restringidas por conta da ocupação russa. Fugir para não perder a vida, além da identidade, foi o que aconteceu com muitas pessoas no país naquela época.