[Resenha] Interestelar

Autor: Greg Keyes
Páginas: 268
Editora: Gryphus Geek
Interestelar é a crônica de um grupo de exploradores que se aproveita de um recém-descoberto buraco de minhoca para ultrapassar os limites das viagens espaciais tripuladas e assim conquistar as grandes distâncias de uma jornada interestelar. Enquanto viajam, estão em risco o destino do planeta... Terra...e o futuro da raça humana.








Interestelar é baseado no filme homônimo, o qual eu assisti no mesmo ano em que lançou. Gente, eu confesso que assim que terminei de assistir o filme eu pensei: 'o que que eles fumaram?', sério. Foi algo mucho loco, mesmo eu amando ficção científica, aquele final me deixou sem entender bulhufas. Ainda bem que a Gryphus Geek trouxe a romantização, pois com a leitura é muito mais fácil de entender  a história. A obra não tem nada de diferente do enredo do filme, porém, tem a vantagem que um livro sempre possui: mais detalhes. É possível entender melhor os personagens, suas relações e sentimentos.

[Resenha] O menino que desenhava monstros

Autor: Keith Donohue
Páginas: 256
Editora: DarkSide
Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais. Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.

O menino que desenhava monstros
 é mais um lançamento incrível que a editora DarkSide acrescentou ao catálogo deles. Quem já conhece o trabalho da editora sabe que as edições são sempre muito lindas e caprichadas. E nesta obra não foi diferente. Eu, antes mesmo de lançar a obra, já tinha me encantado com a capa e título, sério. Só com isso! Quando o livro chegou aqui em casa o amor só aumentou. A curiosidade e ansiedade em iniciar a leitura foi enorme. E se eu fosse destacar apenas um detalhe no livro seria: o final! Sabe aqueles livros em que o final vale por todo o enredo? Aquele final que te surpreende tanto que não importa se o desenvolvimento foi fraco ou insatisfatório? Foi o que eu senti quando terminei O menino que desenhava monstros. Eu esperava um pouco mais da trama, mas aquele desfecho me fez favoritar o livro. Simples assim.


[Novidades] Ler Editorial


Jô faz questão de ser a ovelha negra da família, mas seus irmãos, Tom e Jú, estão dispostos a fazer de tudo para salvá-la do caminho que ela decidiu seguir. Uma história cheia de amizade e amor, que revela de forma divertida todas as transformações da adolescência. Um livro para toda a família.

Autora: Eva Zooks
Gênero: Infantojuvenil
ISBN 978-85-68925-32-4
Formato: 14x21cm 108 pág
https://pt-br.facebook.com/livroadolescer


O QUE FALAM POR AÍ
"Eva Zooks descreveu com leveza e humor a fase que considero uma das mais divertidas da nossa vida: a adolescência. Sim, crescer pode ser complicado e lidar com tantas mudanças pode gerar uma tremenda confusão. Mas é a fase do primeiro amor, das descobertas, do coração acelerado, das mãos frias e dos amores eternos. E, se passamos por ela recebendo o amor da família, ficará para sempre guardada em nosso coração. Amor dos pais, amor de irmãos, amor dos amigos... Adolescer é crescer, mudar, se desafiar e, acima de tudo, fazer parte do mundo e com o mundo". Patrícia Barbosa, autora de As Mais

Adquira seu exemplar!


[Novidades] DarkSide

“A piedade não é natural ao homem. Crianças são sempre cruéis. Selvagens são sempre cruéis. A piedade é adquirida e aperfeiçoada pelo cultivo da razão.” – Dr. Samuel Johnson


Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. 

Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.

Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. 

Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo.

Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Frank, a estreia literária do autor escocês Iain Banks polarizou a crítica e os leitores quando foi publicada pela primeira vez, em 1984. Sua obra foi tão aclamada quanto criticada, devido à sua macabra descrição da violência. Livro que evoca tanto O Senhor das Moscas (1954) como o Precisamos Falar sobre Kevin (2003), Fábrica de Vespas consegue produzir um olhar ao mesmo tempo bizarro, imaginativo, perturbador e repleto de humor negro do que se passa dentro da mente em formação de um psicopata. 

Você tem coragem de entrar em uma mente como essa?